Sem categoria

Supera #Capítulo 01

Luísa

Eu pensei que depois de todo esse tempo, eu estaria livre. Eu me tranquei dentro desse apartamento e dentro de mim mesma, acreditando que se eu sofresse tudo o que tinha que sofrer em algum tempo eu estaria pronta para seguir em frente, mas já se passou um ano e mais uma vez me encontro aqui, sentada e esperando que Fernando entre por aquela porta, mesmo sabendo que isso não vai acontecer. Simplesmente não consigo me libertar, eu ainda o amo, com todas as minhas forças. Sei que soa clichê, no entanto não me importo. Mesmo agora, sinto que se pudesse, ainda estaria aqui, pois não faria nada diferente.
A única conclusão que cheguei após todo esse tempo é que não dá mais pra continuar assim. Mudanças são necessárias, principalmente para mim, que gosto de rotinas, é que todo mundo chega a um ponto que precisa mudar, o meu ponto é esse.
Me levanto, olho no espelho e me vejo, realmente me vejo, eu engordei pelo menos uns 10kg, meus cabelos estão secos, aquele estilo espantalho mesmo, estou com olheiras profundas e o que mais me incomoda, estou com uma aparência triste e isso me quebra, então começo a chorar, eu realmente não fazia isso a bastante tempo, acho que a última vez que chorei, foi quando tive certeza de que Fernando não iria voltar.
Faço com a um ano atrás, pego a garrafa de vinho que tenho na geladeira para ocasiões especiais, que pelo visto são as minhas sessões de choro, sento no sofá, ligo a tv e bebo até…

Continua…
DEIXE SEU COMENTÁRIO :3

Padrão
Histórias

Essa noite

Sempre foi difícil pra mim me socializar, não que eu não quisesse, o fato é que eu nunca consegui. Desde minha infância sempre fui muito quieta, sempre preferi observar.

Esta noite não seria diferente de todas as minhas noites de sexta-feira, quando Sofia, minha melhor amiga da vida toda, me arrasta pra essas boates barulhentas que eu não suporto, mas como é um dos poucos dias que nos vemos, eu suporto isso por ela.

Ela está como sempre linda e rodeada de atenção masculina e eu como sempre estou aqui no bar, na minha quarta ou quinta dose de martíni. Observo ela conversar com um cara alto e bombado dimais, é o tipo de cara que faz a Sofi pirar kkkk. Fico feliz que dessa vez ela está concentrando todas as energias dela em se divertir e não me arranjando pretendentes marombados, o que nunca me chamou a atenção, mas como em toda a minha vida,  que não é tão longa assim, jamais me interessei de verdade por ninguém, não de uma forma romântica, às vezes acabo ficando com algum desses rapazes.

Porém essa noite me parece uma daquelas em que Sofi vai dispensar o gostosão pra passarmos tempo juntas… ou não, quando de repente olho para o outro lado do balcão e vejo olhos verdes impressionantes a me observar, sinto-me presa a eles por um instante, que mandou uma energia impressionante, uma tensão, algo que me dizia, você é minha.

Sinto que o ar mudou de repente, tenho a sensação de estar sufocada, preciso sair daqui, isso não pode estar acontecendo, não comigo, não em relação à um estranho. Vejo que Sofi está bastante empolgada com o bonitão. Decido que não vou atrapalhar a noite dela, olho ao redor e não vejo mais o estranho, sinto uma espécie de alívio, mas também uma ponta de decepção. Tenho um pouco de dificuldade de chegar à porta, pois nesse horário a casa está bem cheia.

Quando alcanço a noite, a frieza me vem de repente, só então percebo que esqueci meu agasalho no encosto da cadeira, olho para o lado de dentro da boate e vejo a grande massa de pessoas se movimentando freneticamente, encaro a cara de poucos amigos do segurança, dizendo que ele não vai colaborar nem um pouco e decido seguir meu caminho para casa.

Caminho lentamente, pois começo a sentir o efeito dos martínis em meu sangue, na verdade não preciso me preocupar muito pois minha casa fica somente a algumas quadras da boate, mas quando viro a rua, sinto uma mão agarrado-me e algo pontiagudo em meu abdômen e um sujeito me dizendo, para passar a bolsa, fico estática, pelo visto minhas habilidades sociais escassas não se manifestam nem sob a ameaça de morte. A única coisa que consigo fazer é olhar para o bandido que repete uma segunda vez para passar a bolsa, vejo ali o meu fim.

Escuto então uma voz atrás de mim, dizendo para me largar, vejo a expressão do bandido mudar repentinamente e o vejo correndo para longe. Sinto meu corpo ficar pesado demais e minhas pernas vacilam, sou amparada por braços fortes, me aconchego nos braços daquele estranho salvador, choro descontroladamente por algum tempo, passado o susto sinto o coldre da arma em minhas costa, ele ainda está segurando a arma enquanto me abraça. Acho que percebendo a tensão em meu corpo, me dá um beijo no topo da cabeça e solta um pouco o aperto nos braços, eu levanto meu rosto e me surpreendo com o que vejo e meu coração dessa vez dá um salto ao percebe que meu salvador é o estranho atraente do bar.

Vejo seu rosto se aproximando do meu e sei que ele vai me beijar, sinto um frio na barriga e toda aquela situação vai para longe dos meus pensamentos, só consigo ficar ali parada esperando aquele beijo e me perguntado quem será esse irresistível estranho.

OBS: História completa e totalmente fictícia, qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

Obrigado pela atenção e continuem acompanhando!Me Acompanhe

Padrão