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Planos

Hoje eu estou aqui, onde eu não planejei estar, pois este caminho que sigo não é o que eu quero caminhar. A vida me trouxe até aqui, ou quem sabe o destino, sei lá. Apenas penso em não estar mais aqui parada, quero uma direção por onde andar. Anseio por mais, desejo o todo completo do meu querer. Que tem prazeres, amanheceres, cobertores e flores, algo pelo que viver. E por assim dizer, aquilo tudo que não tenho, mas que anseio, venero e espero que um dia chegue a acontecer.

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Pensamentos

Como saber?

Não há como saber quem é seu amigo, é algo tão relativo, também não dá para saber quem não é, aqueles que são só de cara e aqueles que são de fé. Mas pode ter certeza, amizade é um bem valioso, é algo tão distinto, que não se pode medir, mas de uma presença tão grande que muda a vida da gente. Você vai lá e se dedica a um ser que não é parente, não é namorado, não é marido, não é filho, não vai te trazer benefício financeiro nenhum…

Não tem retorno, é tão louco isso e talvez isso, torne essa criatura tão especial. É tão impreciso que não tem nem como você saber se é recíproco, até o momento em que é preciso essa pessoa demonstrar com atitudes, o valor que você tem pra ela, às vezes é de um tamanho que você nem espera, mas há amor verdadeiro ali.

Mas, ahhh quando é recíproco, é um lance de alma, coisa do destino, do acaso, do infinito, juntar dois estanhos, lesos, idiotas, aí sim, você sabe que tem um irmão, de outra mãe, que é família, porque você escolheu esse louco, pra fazer parte dela. É uma vibe tão sincera…

Aquele ser que te apoia em todas as suas loucuras, mas que te dá bronca também, porque irmão não fica te passando a mão na cabeça, é aquele que te faz enxergar todos os seus defeitos, porém te ama de forma incomparável, sem restrições e condições.

Vai ver, quando encontrares um amigo verdadeiro, se já não o encontrou, encontrou amor, carinho e compreensão. Vai ver que ele te ama nos tempos difíceis tanto quanto na diversão.

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Histórias, Sem categoria

Supera #Capítulo 02

Ouço o despertador tocar, agora sei que já é de manhã o único motivo que ainda mantenho esse troço ligado, é ele que me avisa que mais um dia se inicia, se não fosse ele eu realmente não saberia dizer que mais um dia se passou e já são pelo menos dois meses sem sair de casa.

Eu escrevo para uma coluna no jornal local, é o emprego perfeito, pois é em casa e se eu mandar meus artigos em dia, não tenho ninguém no meu pé.

Me levanto, sinto tudo a minha volta girar, vejo a garrafa de vinho no criado mudo, então me lembro o motivo do meu mal-estar. O que me traz de volta todo aquele sentimento de derrota.

Sento-me na cama olho através da janela e vejo a luz do sol, meus olhos doem. Olho através da janela, o céu está tão lindo. Aquela luz parece penetrar minha pele, me revigorando. Decido que hoje, hoje será um dia diferente para mim.

Levanto-me, tomo um banho, evito me olhar no espelho, pois sei que se olhar vou desistir. Criei uma fraca força dentro de mim e preciso concluir esse pequeno objetivo, pois sinto que se eu conseguir realizar essa pequena atividade, serei capaz de iniciar minha “grande mudança”.

Visto um moletom, pois lá fora está frio, é eu vou sair, eu vou sair de casa. Calço meu tênis de caminhada que comprei há seis meses, mas que meu pé nunca entrou neles. Caminho até a porta, meu coração se acelera, respiro fundo e giro a maçaneta. Dou passos medrosos até o lado de fora, tranco a porta e quando dou por mim estou na calçada.

Olho para meus pés e começo a contar meus passos, me sinto orgulhosa, tanto que começo a correr, uma corrida lenta, pois não estou na mesma forma física de antes, só continuo olhando para meus pés.

É uma experiência muito boa, porém já era de se esperar que não daria muito certo, devido ao pequeno detalhe de que a rua ainda é pública e não apenas eu circulo por elas. Minha viagem termina no momento que esbarro em alguém, naquele momento eu não sabia, porém essa pessoa mudará completamente minha vida…

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Supera #Capítulo 01

Luísa

Eu pensei que depois de todo esse tempo, eu estaria livre. Eu me tranquei dentro desse apartamento e dentro de mim mesma, acreditando que se eu sofresse tudo o que tinha que sofrer em algum tempo eu estaria pronta para seguir em frente, mas já se passou um ano e mais uma vez me encontro aqui, sentada e esperando que Fernando entre por aquela porta, mesmo sabendo que isso não vai acontecer. Simplesmente não consigo me libertar, eu ainda o amo, com todas as minhas forças. Sei que soa clichê, no entanto não me importo. Mesmo agora, sinto que se pudesse, ainda estaria aqui, pois não faria nada diferente.
A única conclusão que cheguei após todo esse tempo é que não dá mais pra continuar assim. Mudanças são necessárias, principalmente para mim, que gosto de rotinas, é que todo mundo chega a um ponto que precisa mudar, o meu ponto é esse.
Me levanto, olho no espelho e me vejo, realmente me vejo, eu engordei pelo menos uns 10kg, meus cabelos estão secos, aquele estilo espantalho mesmo, estou com olheiras profundas e o que mais me incomoda, estou com uma aparência triste e isso me quebra, então começo a chorar, eu realmente não fazia isso a bastante tempo, acho que a última vez que chorei, foi quando tive certeza de que Fernando não iria voltar.
Faço com a um ano atrás, pego a garrafa de vinho que tenho na geladeira para ocasiões especiais, que pelo visto são as minhas sessões de choro, sento no sofá, ligo a tv e bebo até…

Continua…
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Histórias

Essa noite

Sempre foi difícil pra mim me socializar, não que eu não quisesse, o fato é que eu nunca consegui. Desde minha infância sempre fui muito quieta, sempre preferi observar.

Esta noite não seria diferente de todas as minhas noites de sexta-feira, quando Sofia, minha melhor amiga da vida toda, me arrasta pra essas boates barulhentas que eu não suporto, mas como é um dos poucos dias que nos vemos, eu suporto isso por ela.

Ela está como sempre linda e rodeada de atenção masculina e eu como sempre estou aqui no bar, na minha quarta ou quinta dose de martíni. Observo ela conversar com um cara alto e bombado dimais, é o tipo de cara que faz a Sofi pirar kkkk. Fico feliz que dessa vez ela está concentrando todas as energias dela em se divertir e não me arranjando pretendentes marombados, o que nunca me chamou a atenção, mas como em toda a minha vida,  que não é tão longa assim, jamais me interessei de verdade por ninguém, não de uma forma romântica, às vezes acabo ficando com algum desses rapazes.

Porém essa noite me parece uma daquelas em que Sofi vai dispensar o gostosão pra passarmos tempo juntas… ou não, quando de repente olho para o outro lado do balcão e vejo olhos verdes impressionantes a me observar, sinto-me presa a eles por um instante, que mandou uma energia impressionante, uma tensão, algo que me dizia, você é minha.

Sinto que o ar mudou de repente, tenho a sensação de estar sufocada, preciso sair daqui, isso não pode estar acontecendo, não comigo, não em relação à um estranho. Vejo que Sofi está bastante empolgada com o bonitão. Decido que não vou atrapalhar a noite dela, olho ao redor e não vejo mais o estranho, sinto uma espécie de alívio, mas também uma ponta de decepção. Tenho um pouco de dificuldade de chegar à porta, pois nesse horário a casa está bem cheia.

Quando alcanço a noite, a frieza me vem de repente, só então percebo que esqueci meu agasalho no encosto da cadeira, olho para o lado de dentro da boate e vejo a grande massa de pessoas se movimentando freneticamente, encaro a cara de poucos amigos do segurança, dizendo que ele não vai colaborar nem um pouco e decido seguir meu caminho para casa.

Caminho lentamente, pois começo a sentir o efeito dos martínis em meu sangue, na verdade não preciso me preocupar muito pois minha casa fica somente a algumas quadras da boate, mas quando viro a rua, sinto uma mão agarrado-me e algo pontiagudo em meu abdômen e um sujeito me dizendo, para passar a bolsa, fico estática, pelo visto minhas habilidades sociais escassas não se manifestam nem sob a ameaça de morte. A única coisa que consigo fazer é olhar para o bandido que repete uma segunda vez para passar a bolsa, vejo ali o meu fim.

Escuto então uma voz atrás de mim, dizendo para me largar, vejo a expressão do bandido mudar repentinamente e o vejo correndo para longe. Sinto meu corpo ficar pesado demais e minhas pernas vacilam, sou amparada por braços fortes, me aconchego nos braços daquele estranho salvador, choro descontroladamente por algum tempo, passado o susto sinto o coldre da arma em minhas costa, ele ainda está segurando a arma enquanto me abraça. Acho que percebendo a tensão em meu corpo, me dá um beijo no topo da cabeça e solta um pouco o aperto nos braços, eu levanto meu rosto e me surpreendo com o que vejo e meu coração dessa vez dá um salto ao percebe que meu salvador é o estranho atraente do bar.

Vejo seu rosto se aproximando do meu e sei que ele vai me beijar, sinto um frio na barriga e toda aquela situação vai para longe dos meus pensamentos, só consigo ficar ali parada esperando aquele beijo e me perguntado quem será esse irresistível estranho.

OBS: História completa e totalmente fictícia, qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

Obrigado pela atenção e continuem acompanhando!Me Acompanhe

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